UnB sedia Escola de Verão Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM)

A Universidade de Brasília (UnB) sediou o evento Escola de Verão AUGM, Paisagem e Biodiversidade: Jardins Naturalistas na América Latina entre os dias 25 e 27 de fevereiro de 2026, no Campus Darcy Ribeiro. O encontro reuniu 400 pessoas presentes entre elas, profissionais de referência para explorar três eixos temáticos fundamentais: plantas nativas, composição naturalista e manejo sustentável. O objetivo central foi traçar um panorama amplo do paisagismo naturalista desenvolvido no continente, abordando suas particularidades culturais, adaptações a diferentes realidades locais e o papel dessas técnicas na construção de um futuro mais justo e sustentável. Esta ação é fruto de uma iniciativa dos professores Julio Pastore, da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV), e Camila Gomes Sant’ Anna, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), em parceria direta com a Coordenação de Paisagismo da Prefeitura da UnB (COPS), representada por Matheus Maramaldo e Madson Reis. 

Danielle Silva - Prefeita

Nesse contexto, a prefeita da Universidade de Brasília, Danielle Silva Coelho, ressaltou a importância do paisagismo naturalista no cuidado com o território e na formação cidadã. Segundo Danielle, investir em jardins naturalistas é, acima de tudo, um ato de zelo: “Falar desses espaços é falar de cuidado com o território, com o Cerrado e com a nossa biodiversidade, mas também com as pessoas que vivem e circulam pela nossa universidade”, pontuou.

O secretário de Meio Ambiente da UnB, Julio Pastore, enfatizou o objetivo de transformar a UnB em um centro de inovação e referência nacional em paisagismo e sustentabilidade, reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento da universidade. Ele destacou que a parceria entre as faculdades de Arquitetura e de Agronomia já se mostra um “modelo promissor”, gerando benefícios para diversas espécies. 

Um dos pontos altos da programação foram as atividades de formação e as visitas técnicas que funcionam como laboratórios vivos para os participantes. O roteiro incluiu explorações detalhadas ao Viveiro-escola e à Central de Compostagem, além de percursos pelos jardins da universidade que demonstram a aplicação prática desses conceitos no bioma Cerrado. Nesse contexto, destacam-se as visitas técnicas aos jardins localizados no Restaurante Universitário (RU) e no Instituto de Biologia (IB), que, juntamente com o premiado Jardim de Sequeiro na Ala Norte do Instituto Central de Ciências (ICC), permitem conhecer o trabalho desenvolvido pela Coordenação de Paisagismo na valorização da flora nativa em espaços de grande circulação acadêmica. 

O corpo de palestrantes trouxe uma diversidade de experiências internacionais, com falas em português e espanhol apoiadas por legendas instantânea. 

Retirado material de divulgação (Jardins UnB)

Do Uruguai, participaram Amalia Robredo, pesquisadora da flora nativa e autora do livro Naturaleza y Paisajismo; Alejandro O’Neill, pioneiro no uso de espécies nativas em solos pobres; e Rafael Dodera, vice-presidente mundial da IFLA com vasta experiência em planejamento bioestético da paisagem. 

O Chile foi representado por especialistas como Cristóbal Elgueta, que foca no desenho de comunidades vegetais biodiversas; Francisca Fernandez, pesquisadora de modelos de vegetação nativa para adaptação climática urbana; e Macarena Calvo, que une estética e restauração ecológica para valorizar o endemismo local. Também contribuíram os chilenos Nicolás Sánchez, com uma prática centrada na memória do lugar, e a equipe da empresa Terófita, representada por Javiera Delaunoy e Margarita Reyes, especialistas na implementação de pradarias nativas.

A delegação do México contou com Fernanda Rionda, presidente da SAPmx e promotora do movimento naturalista que projetou o Jardim Botânico de Chapultepec, e J. Cruz García, doutor pela Universidade de Sheffield e pioneiro na implementação de políticas públicas para jardins de polinizadores no México. 

Da Argentina, Valeria Hermida trouxe sua experiência de duas décadas no Rio da Prata focada em design funcional e soluções climáticas, enquanto a professora Elisa Olivares, do Reino Unido, apresentou suas pesquisas sobre sistemas urbanos resilientes e telhados verdes. 

Do Brasil, além de Julio Pastore, a arquiteta Mariana Siqueira discutiu seu trabalho de introdução da flora dos campos e savanas brasileiras no paisagismo contemporâneo.

O evento contou com o apoio fundamental da Reitoria, da Prefeitura da UnB – Coordenação de Paisagismo da Prefeitura da UnB (COPS), do Cerimonial e da Faculdade de Tecnologia (FT), além da Secretaria do Meio Ambiente (SeMA-UnB), do Decanato de Extensão (DEX), da Embaixada do Uruguai no Brasil, do Viveiro-Escola UnB e do Projeto Jardim de Sequeiro. O sucesso de público e a qualidade das trocas reafirmaram o compromisso da UnB com um futuro mais sustentável por meio da integração regional

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Gabrielle Cristiny | Estagiária

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